quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Negra de Carapinha Dura, qual é o pente que te penteia?

Eu há algumas semanas atrás, com a carapinha já por desfrisar.
*
**
*

Negra de Carapinha Dura,
não estrague o teu cabelo, me jura.
Faça tranças corridinhas,
com missangas a cair,
carrapitos, pequinitos como
aqueles que vovó fazia, pra você.

Você é Africana, tem beleza Natural.
Vai mostrar para todo o Mundo,
que essa tua carapinha é o acabamento
de uma obra sem igual.
Vovó deixou, você vai guardar,
você não vai estragar aquilo
que vovó deixou pra você.

Teta Lando

Querida Sofia,
Isto tudo para dizer-te que se eu não desfrisar o cabelo esta semana ou rapar tudo para parar com esta tortura ou não fizer trancinhas corridinhas com as missangas a cair, o meu cabelo vai ficar todo no pente muito brevemente.
O porquê do como do quando sobre desfrisar o cabelo regularmente durante o ano já foi explicado - com imensa falta de pudor - aqui.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Noventa certezinhas

Querida Sofia,
Hoje, fiquei - tipo assim - burra, ao ler um trabalho de 27 páginas que escrevi sobre a "Fiscalidade nas Fusões e Aquisições na China em 2008" quando tinha 21 anos. Tinha esquecido que quando era nova era boa em Finanças. Agora, sei apenas distinguir um Hervé Léger de um Roland Mouret e ainda sou mirim nessas coisas.

Alexandra Amaro | Global Fusion Jewelry

**

Querida Sofia,
Gosto da Alexandra há muitos anos. E hoje quero partilhar contigo o encanto que sinto ao ver os seus colares, brincos, anéis. Podem descobrir (e comprar) aqui @ Alexandra Amaro Global Fusion Jewelry.

Quando a minha mãe levantou a mão...

Eu em Gondarém, Portugal, Agosto 2008
*
*
Querida Sofia,
Quando a minha mãe levantou a mão para fazer-me um carinho na cara, eu afastei-me. Isto aconteceu um par de vezes em Junho passado, quando ela cá esteve. A primeira vez, afastei-me por instinto. A segunda vez, era a confirmação. Eu não queria nem conseguia aceitar o carinho dela. Não conseguia aceitar um toque sequer. Afastei-me porque cresci assim. Sem nunca me terem feito carinhos na cara. Sem palavras suaves.
Quando a minha mãe levantou a mão em direcção à minha cara, fiquei sem compreender o que ela queria fazer. O que aquilo queria dizer. Por segundos, invejei todas aquelas filhas que recebem carinho das mães regularmente, que já estão habituadas, que já nem ligam a tanta demonstração de afecto. Eu nunca tive isso. Fui criada com palavras frias, com um chinelo na mão pronto a bater-me pelas coisas mais absurdas (ou não) e não sei o que é carinho materno. Não sei, tenho medo de nunca saber. Por nunca ter tido, tenho medo de nunca conseguir dar.
Quando a minha mãe levantou a mão para fazer-me um carinho na cara, eu afastei-me porque na volta pensei que vinha daí um estalo e a memória de muito sofrimento. Porque não estava habituada a essas demonstrações públicas de afecto, numa casa onde nem na intimidade reinava o amor explícito de mãe e filha. Lembrei-me que cresci com regras, com medo, com uma disciplina militar, gritos e frieza.
Quando a minha mãe levantou a mão para fazer-me um carinho na cara, eu afastei-me. E vi na minha mãe muita dor. Ela ficou magoada com o meu gesto. Com a minha reacção que rejeitava um gesto dela. Dei-me conta que em mim vivem rancores e traumatismos. Que consigo ter um coração de pedra e que isso faz-me sofrer, pois não consigo ir além disso. Dei-me conta que consigo ser carinhosa com amigos, com namorados, com primos, com irmãos, mas que não consigo ser uma pessoa calorosa com a pessoa que tem mais valor para mim. Podes acreditar em mim ou não, mas eu não detesto a minha mãe. Não tenho vontade(s) de violência quando penso nela, muito pelo contrário. Mas não tenho memória de amor. Não foi construida em mim essa memória de amor.
Por isso, em Junho, quando a minha mãe levantou a mão para fazer-me um carinho na cara, eu afastei-me. E não foi somente fisicamente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

I am the captain of my fate. I am the master of my soul. Invictus.

*
*
Querida Sofia,
O filme Invictus está uma delícia. Tive lágrimas nos olhos do início ao final.
Mas não cheguei a chorar, hein!... Lembrei-me de tudo o que ouvi e vivi na Africa do Sul - mas isso fica para uma outra carta.
O Morgan Freeman é um perfeito Madiba e o Matt Damon, voilà, não está mal (mas não é o melhor sul-Africano Boer que vejo retratado no cinema).
O filme é bom MAS não é o melhor Clint Eastwood ever. Mas isso é apenas a minha opinião e vale o que vale.


"I am the captain of my fate. I am the master of my soul".

Um GPS vermelho, (f)útil e feminino.

*
*
Querida Sofia,
Sou afiliada há mais de um ano ao site "MyLittleParis" que todas as semanas, envia dicas e segredos sobre a cidade de Paris. Pretendo partilhar contigo o que recebo, e pode sempre ser útil se estiveres para fazer uma visitinha a Paris.
Hoje trago-te o novo GPS da Garmin, o modelo City Chic, que vem dentro do seu estojo vermelho, num design muito feminino. O GPS pode ser ajustado a qualquer cidade europeia e indica caminhos E as melhores lojas, os novos restaurantes da moda, os spas urbanos, e por aí além. E tem a particularidade de ser destinado a passeios pedestres, para as City Girls guardarem na sua mala Louis Vuitton-Paris-oui-oui!
Vou ser sincera contigo. Adoro gadgets. Adoro novas tecnologias, sou uma geekzinha-meia-tigela e assumo isso completamente. Mas acho que este GPS não serve... para nada. Acho que é apenas um objecto onde gastamos 149€ mas sem grande valor comparando a qualquer outro GPS de carro, que venha num modelo em preto ou cinzento e que não indique "as lojas e restaurantes da moda". Quem sabe, poderá ser uma boa prenda para a São-argh-Valentim, mas dispenso. Prefiro gastar o dinheiro na FNAC ou na... sei lá... como o dinheiro voa, nem sempre é preciso planear o seu destino para que o seu inevitável desaparecimento aconteça.

As it is Monday, let's talk about Sunday work.

*
*
Querida Sofia,
Segundo a France Info, 55% dos Franceses são contra a ideia de trabalhar aos domingos. Não é um costume por estes lados. Os pequenos comércios por vezes abrem aos domingos, sobretudo de manhã mas não é o caso dos grandes comércios.
Mas há excepções à regra. As lojas dos Campos Elíseos estão abertas ao domingo. E em geral, pela França afora, as lojas abrem aos domingos de início de época de saldos, antes de grandes festas como o Natal ou o Ano Novo.
Os comércios judeus do Marais que fecham aos Sabados (shabbat much) abrem aos domingos.
O que é preciso saber é que para esses dias especiais, as pessoas vão trabalhar apenas se quiserem (não são forçadas) e ganham o dobro ou o triplo que num dia de trabalho normal (incentive much).
Bom isto tudo para dizer que a FNAC "da minha rua" vai passar a abrir aos domingos. Não que vá à FNAC todos os dias, mas adorei a ideia de saber que Paris aos domingos não será apenas casa / sofá / cinema / Campos Elíseos / Marais.
Mas vendo bem as coisas, até que isso não é nada mau.
*foto retirada da internet

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Hormones shaking for Human (Talent &) Lions

*
*
Nants ingonyama bagithi Baba
Sithi uhm ingonyama
Nants ingonyama bagithi baba
Sithi uhhmm ingonyama
Ingonyama
Siyo Nqoba
Ingonyama
Ingonyama nengw' enamabala

Querida Sofia,
Assim começa o melhor Disney de todos os tempos.
Assim começou o musical The Lion King na sexta-feira, pelas 20h no Mogador. Lembrei-me com perfeição da minha ida ao cinema, ainda morava em Lisboa, tinha eu 8 anos, acompanhada pela minha irmã Jo Ann e pelo meu irmão Mário II.
Lembro-me que o filme tinha mexido com todo o mundo que o via. Quem não chorou quando o Mufasa - esse bonzão giraço, já te digo o que penso mais à frente - morre, vítima da inveja do irmão maldoso Scar?

**

Quem não achou que os animais estavam perfeitos, que era uma viagem até Africa (do Sul?!) sem apanhar o avião? E as músicas, nem se fala, do melhor que a Disney deu na época (e lamento informar, nunca mais voltou a repetir a proeza). Já não há filmes animados com músicas do Elton John... e tudo o que veio depois, Pocahontas e Hercules, nem aos calcanhares deste filme alguma vez chegou para mim.

**

Tudo voltou à minha memória na sexta-feira. O musical está perfeitamente fiel ao que eu conhecia, das falas e da história do Rei Leão. Mas desta vez, ouvi as musicas em Francês (que frustrante, MAS ao mesmo tempo, o ritmo é o mesmo, eu cantava em Inglês... "le cercle de la vieeeeeee"... non, non! "the circle of liiiiiiiiiiiiiife!"). As músicas são completamente inesquecíveis. Não devia cantá-las ha uma dezena de anos e tudo voltou como se o tempo não tivesse passado.

**

Os animais manipulados pelos dançarinos e atores eram impressionantes por parecerem tão reais. As roupas fizeram-me lembrar roupas de sonho de desfiles de moda e montras de lojas fora de preço da Africa do Sul. E verdade seja dita, apesar de toda a roupa e enfeites maravilhosos, o melhor mesmo era ver os corpaços daqueles bailarinos. Tudo no lugar, tudo no ponto caramelo, tudo mostrando beleza do trabalho e a força de cada atuação.

**

Enfim, já deu para ver que eu tinha todas as razões para amar, de novo, o Rei Leão. Pelo menos pude confirmar que tinha um crush básico não somente pelo Mufasa boneco animado (a sério, sempre gostei demais do personagem, até acho estranho) mas verdadeiras hormones shaking pelo Mufasa actor homem. Aconselho completamente (não sei de datas para Portugal ou Brasil, mas uma temporada vai começar este ano em Madrid).

*fotos todas retiradas da internet porque não eramos autorizados a tirar durante o espetáculo.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Vai ser bonito assim no inferno

*
*

Querida Sofia,
Esta vai em inglês para o Jesse compreender.
Dear Jesse Williams,
With an American dad and a Swedish mom - and still not being Tiger Woods' son - no wonder on how they did wonders on your good looks.
But please, go away, don't go shoot no more Grey's Anatomy episodes because the sight of you disturbs me tremendously.
Thank you.
J.

Karen Millen vs Manoukian

*
Querida Sofia,
Estava eu a passear pela ASOS - sim, eu realmente acho menos perigoso passear por um site de compras online que ir a uma rua cheia de lojas - e vi um top da Karen Millen que... era igualzinho (quase "sem tirar nem pôr" até no lacinho de lado que nem sei bem fazer) ao top que comprei na Manoukian. Agora, quem imitou quem, quem veio antes de quem, se a galinha, se o ovo, não sei. E a questão nem está aí.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Serei a única no mundo... #3 - Sex and the City, the movie

*
*
Querida Sofia,
Serei a única no mundo... a não ter gostado assim tanto do filme SATC?
Eu gostava da série, comprei as cinco primeiras épocas em DVD ao longo dos anos (mas olhando agora para as minhas prateleiras, não encontro quatro das cinco, as minhas amigas devem ter pensado que a minha casa é um distribuidor automático e/ou gratuito).
Achei o filme compridéééééérrimo, no final queria apenas sair da sala, não me apeteceu rever de imediato nem pouco mais ou menos. Sei que dentro de poucos meses, vem aí a segunda parte, claro, cinéfila que eu sou, lá estarei eu, mas pronto, era isto.
E esta carta era também uma desculpa para mostrar-te uma das únicas coisas que amei sobre o filme. Esta fantástica foto tirada pelo meu primo H. nos Champs-Elysées em Maio 2008.



When Paris meets New York. I can only but love it.

Cinco videos para falar sobre a Benefit

*
Querida Sofia,
Prometido é devido. Queria falar sobre os produtos Benefit que uso, e com a preguiça de escrever, fiz cinco "mini" videos. Please, be indulgent with my accent. Aliás, sê simpática não somente com o meu sotaque mas também com o excesso de "voilà!". Argh.

Some-Kind-A-Gorgeous (deep)

Browzing + Boi-Ing + Erase Paste

Miss Popularity + HighBrow + One Hot Minute + Lust Duster (Snow White)* + Dr. Feel Good

Speed Brow + D'finer D'liner + Cream Eyeliner (Skinny Jeans)* + Eye Con

Conclusão ao estilo do Baz Luhrmann : "Everybody's free to wear sunscreen".

*Digo duas vezes que as sombras não são maquilhagens. Não me interpretes mal.
Quis com isto dizer que a Benefit tem produtos que ajudam a camuflar imperfeições e melhorar a maquilhagem, iluminando, aprimorando e preparando para a maquilhagem.
As sombras são para colorir e dar outros efeitos, já não fazem parte do lado "Primer" da Benefit, como a maior parte dos seus produtos que eu mostro nos videos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Oitenta e nove certezinhas

Querida Sofia,
Frase do dia : "I miss you like nobody's business". I die.

A Elite's new Travel Journal

*
*
Querida Sofia,
Estava eu à procura de um Moleskine vermelho para substituir o meu Filofax rosa-choque quando encontrei esta preciosidade. Um Peter Pauper Press Travel Journal (como disse alguém no Twitter, favor repetir 3 vezes, rapidamente).
Adoro... é a minha cara.
A nossa cara.

Oitenta e oito certezinhas

Querida Sofia,
E assim começa o hino angolano: "oh pátria, nunca mais esqueceremos... os heróis do 4 de Fevereiro...". Foi há 49 anos atrás. Se tivesse paciência, hoje seria dia de ligar para os meus pais e perguntar onde estavam neste dia. Mas como ambos tinham apenas seis anos, acho que não há grande coisa por lembrar.

About Henri Cartier-Bresson, Robert Doisneau and there we go again, LEICA

**
Querida Sofia,
Acredito piamente que na vida, não há coincidências. Um amigo - que não lê as cartas que te envio - convidou-me a acompanhá-lo à exposição From Craft to Art do Robert Doisneau, que decorre desde dia 13 de Janeiro até 18 de Abril na Fondation Henri Cartier-Bresson (se deres uma passadinha por Paris, já sabes).

**
Robert Doisneau fotografado por Henri Cartier-Bresson em 1986
*
Em apenas uma frase, em apenas um espaço, dois grandes nomes da fotografia francesa e internacional.
Para quem não conhece o Robert Doisneau, um dos seus mais conhecidos trabalhos é Le baiser de l'Hôtel de Ville, obra que não está exposta nesta exposição.
No entanto sei que é graças a essa fotografia (entre muitas outras razões) que Paris é considerada como uma cidade romântica, onde o amor não se faz, o amor acontece.
Quando disse ao outro lado do Atlântico que tinha ido ver a exposição, respondeu-me com um "So Paris!". Engano meu (/nosso) ter pensado tal coisa pois Doisneau não é só gente rica e parisiense.
Vi hoje a pobreza e a miséria que acorrentaram Paris e os seus arredores entre os anos 1930 e 1966.
Pobreza que existe até hoje, mas é vista de outra maneira, é (mais ou menos) escondida, é e foi expulsa da cidade.
Ou pelo menos, foi expulsa dos lugares que contam para o Inglês (não) ver.
Bref...
**
Final da exposição, que vejo eu? Numa sala dedicada ao Henri Cartier-Bresson, protegida por uma vitrine, a sua primeira câmara LEICA. Mesmo a calhar depois do post de ontem. Mas como foi dito, mais vale eu começar por uma máquina fotográfica melhor que a minha mas sem altos lances, para crescer aos poucos no domínio da fotografia. Wise, very wise. A ver vamos o que o Pai Natal de Março ou Abril me trará.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Oitenta e sete certezinhas (comprida)

Hoje ouvi uma pergunta "quase" ridícula no banco : "a senhora tem algo contra uma nota de 500 euros?".
Digo "quase" porque:
1/Se estivessemos na Alemanha, não me perguntariam o mesmo.
2/Apesar dos salários aqui serem elevados, é raro ver notas de 200 e 500 circularem. As de 100 já são ligeiramente mais comuns. Mas Francês que é Francês prefere notas de 10 e 20. As de 50, vá-la, de vez em quando. As de 5 também não são tão frequentes como as duas primeiras porque os distribuidores de bilhetes (vulgo Multibanco em Portugal) não dão notas de 5.
3/A senhora tinha razão de perguntar pois há comerciantes - com razão - que não aceitam a nota por nada neste mundo. Por ser rara a sua circulação, é mais fácil de ser falsificada.
4/Pronto, queria partilhar mesmo isto. Porque fiquei mesmo com vontade de lhe responder "está doida? algo contra? é que o meu sonho é mesmo passar a coleccionar notas de 500 euros. Favor de me enviar uma por correio especial todas as manhãs, pelas 8h, hora do pequeno-almoço, pode ser?"
5/Pelo amor de Deus, não me venham com a cena do costume "pois, aí em França ganham bem a vida, deverias ter vergonha de dizer isso em público, blablabla". O salário mínimo francês é um post deste blog, basta procurarem no google - our best friend, e encontram.
6/Podemos resolver o assunto ligando para o Governo Português ou Brasileiro e pedir para eles aumentarem o salário mínimo respectivos.
7/Mas em contrapartida, vocês ligam para o Francês para baixarem a minha renda de casa. Vale? Agradecida.

A Elite's Light Mango Cake

Querida Sofia,
Há dias que ando a chatear quem (ainda) tem paciência para me aturar com "quero bolo" "tenho desejo de bolo", e outros que mais. Quando - fartos de mim - me sugeriam fazer um, sempre me faltava um dos ingredientes, neste caso, ovos.
O pior mesmo, em França, é ter desejo de uma comida aos DOMINGOS, quando os supermercados estão fechados. Ninguém merece. Em momentos assim, penso logo "em Portugal não seria assim". Já agora, em Nova Iorque também não.
Com a segunda-feira, vieram os ovos. E ontem, fiz o bolo que tanto desejava. Um bolo com aroma de manga, light. Poderia ter posto pedaços de manga (que tinha no congelador) mas fica para uma outra vez. Ah, e o bolo é LIGHT porque feito com pouca gordura. Seria DIET se eu tivesse feito com adoçante no lugar do açúcar.

Não sou boa a dar receitas, sou mais uma pessoa visual. Mas vou fazer um esforçozinho. Primeiro, dois copos pequenos de açúcar com 3 ovos. Em seguida, um copo de natas magras (3% gordura) e um copo de iogurte de manga magro (é aqui que podes mudar de iogurte, escolhendo um natural ou com outro aroma). Dois copos de farinha e uma dose de fermento (aqui em França já vêm em doses individuais... deve equivaler a 1 colher de sopa?!). Voila! está feito! Mais simples, há? Como não sou uma fada do lar, não untei a forma e usei papel vegetal. No forno pré-aquecido, cozeu por 35 minutos a 210°C.

Enjoy. I did. We did.


Oitenta e seis certezinhas

Querida Sofia,
Hoje tem tudo para ser daqueles dias em que o coração pára. Por boas razões. Há que tirar o melhor disto e fazer com que este dia seja um grande dia, cheio de conquistas. Não é uma certezinha (ainda) mas vou lutar para que seja. Ufa.

I want you, I want you, I will do whatever it takes just to have you

*
*
Querida Sofia,
Não. Não estou a falar do Thiago Lacerda (queriiiiiias?!). Estou a falar do que ele tem nas mãos.
Eu quero aprender mais sobre fotografia. A cada mês que passa, nos últimos anos, tem-se revelado uma paixão para mim, que a minha triste pobre máquina não leva mais além. E se eu já queria há dois anos atrás uma maquinazinha melhor e não comprei nem a Canon ou a Nikon que precisava, é porque estava à espera do momento certo, do objecto certo, da câmara certa. A menina aqui quer uma LEICA. Que os profissionais da fotografia caiam todos em cima de mim pela minha santa ignorância mas sinto e sei agora que este é o Saint Graal da fotografia. O Wim Wenders confirma.
*
X
*X
X
*X
XX

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Shoes, shoes, a kingdom for my shoes #5

*
*
Querida Sofia,
Na ordem, da esquerda para a direita, de cima para baixo:
Linha 1 : ASOS*, ASOS, ASOS, ASOS, ASOS, e marca branca comprados na Africa do Sul
Linha 2 : Steve Madden, Minelli, Minelli, Manoukian, marca branca oferecidos em Portugal, Steve Madden
Linha 3 : André, Steve Madden, Steve Madden, Mango, Mango, Minelli
Linha 4 : Marca branca comprados nos USA, Minelli, Camper, marca branca comprada em Angola, Bata, Zara

Sim, Sofia, sapatos. Os meus sapatos todos, como eu gosto de tê-los organizados, porque os assuntos estavam a tornar-se demasiado levezinhos nestas últimas cartas.
*com este inventário, fico quase em crer que antes de conhecer a ASOS e os seus sapatos "em saldo"... eu não tinha quase nada por calçar.

Oitenta e cinco certezinhas

Querida Sofia,
O meu pai criou um blog. Não faltava mais nada. Concorrência. Grumpf.
E dedicou o primeiro post às filhas. Concorrência desleal. Grumpf.

About Jeanne Hebuterne - Modigliani's muse - and strong women.

Andy Garcia & Elsa Zylberstein em Modigliani (2004) como Amedeo & Jeanne
*
*
Querida Sofia,
Ouvi no outro dia uma mulher dizer a outra "tu és tão forte". Perguntei-me de novo, o que faz com que uma mulher seja considerada como sendo forte.
Será que é ter um filho e criá-lo sozinha? conseguir lutar e vencer uma doença grave? será uma mulher que enfrenta os problemas queixando-se menos que as outras? Indo por esse caminho, toda mulher que aguente coisas normalmente insuportáveis de se viver com um sorriso é forte?
Precisei ir mais longe (poderia ter ido buscar à minha família próxima, mas não vinha a propósito) e pensei na Jeanne Hebuterne. A Jeanne era a amante/namorada/mulher - you name it - do Amedeo Modigliani. Este morreu no dia 24 de Janeiro de 1920 em Paris e ela atirou-se pela janela dois dias depois, não aguentando a dor da perda do seu amor. Estava grávida de oito meses. Tinha 21 anos, idade dos amores ainda avassaladores e do "sem ti eu morro". E ela foi sem dúvida além das palavras, negando igualmente a vida ao seu bébé quase por nascer. E pergunto-me se esse suicídio - que foi um suicídio duplo - faz com que a Jeanne, musa do Amedeo, não fosse uma mulher forte. Se tivesse escolhido viver, cuidado da filha de dois anos, da nova bébé que não tardaria a nascer, tivesse assumido o papel de viúva, tivesse ela encontrado um outro amor (ou outros), será que ela teria sido mais forte aos olhos dos outros?
Pelo menos, ela teria tido tempo de crescer e ter-se tornado numa mulher com mais maturidade, sendo menos passional e com imensas histórias por contar. Porque isso é comum a todas as mulheres que julgamos como fortes. São cheias de experiência e histórias por contar para nos fazer acreditar que esta vida nossa cheia de problemas tem saída e que no fundo (quase) tudo tem solução.

Campa de Amedeo Modigliani & Jeanne Hebuterne no Cimetière du Père Lachaise

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Yakitori-lover

Querida Sofia,
Hoje, a noite vai ser simples. Boa companhia, ida ao japonês e muita conversa. Não sou fã de sushi ou sashimi mas que venham os yakitori de frango, que eu aceito. E o arroz, e as noodles.
E como é divertido ver os pratinhos a desfilar à nossa frente e escolher à vontade (bom, nem tanto à vontade, que cada pratinho vai de 2 a 5€/cada).
Se estivermos de bom humor, vai o vinho ou a cerveja japonesa. Se estivermos de ainda melhor humor, vai um cinema. Que eu, sem a minha dose semanal de cinema, não vivo.

Oitenta e quatro certezinhas

Querida Sofia,
Hoje, depois de quase três anos de "tréguas", fiz dois vídeos para o http://elite-light.blogspot.com

Weather is a naughty naughty lady

Querida Sofia,
Quando tirei a primeira foto do dia, não dava para ver a neve que caía. Fiz então um vídeo de segundos para mostrar o quanto a neve nos tinha brindado com a sua presença. Forte, invisível e silenciosa. Pensava eu que seria um dia branco, triste e frio. Minutos depois, a neve parou e o sol resfriado renasceu. O tempo... nada a fazer contra ele, apenas temos de viver com ele. Mas por vezes penso que o tempo só pode ser uma mulher. Uma verdadeira naughty naughty lady com variações de humor inexplicáveis.
*
XX
XX
XX
*

... também existem homens fúteis.

*
*
Querida Sofia,
Muito acusam as meninas e mulheres por tanto gostarem de se apresentar bem e passarem tanto tempo a cuidarem da aparência - que seja ou não ao detrimento do tempo que cuidam a enriquecer-se de cultura e intelecto - mas também existem homens fúteis.
Homens que vivem pelas aparências e são totalmente desprovidos de conteúdo. Homens que passam o gel no cabelo todas as manhãs com a vontade e esperança de ter mais uma infeliz na cama durante a noite. Que vivem e nutrem a sua fama por uma sucessão de feitos no Facebook "meu Deus, que noite fantástica, sou o gajo mais sortudo da face da Terra e tenho todas as que quiser". Sabem pouco eles o quanto dão pena. Atitudes cheias de infantilidade e vazio espiritual que não ajudam a admirar alguém, a querer estar com essa pessoa pelos verdadeiros valores humanos. Não para uma noite mas para uma vida. E eu pessoalmente, não consigo sequer sentir-me seduzida por alguém por quem não nutro a admiração básica que necessito para sentir-me atraída ao sexo oposto. Mas sinto outra coisa.
Pena. Muita pena.
Nojo. Muito nojo.

domingo, 31 de janeiro de 2010

HAITItude

Querida Sofia,
Okay, deixa-me ser sincera. Se acho que pessoas com consciência não devem ficar indiferentes a grandes causas (para quem não sabe, ou não se deu conta, o Haiti não foi a primeira grande catástrofe do mundo e não será a última, mas é uma das mais devastadoras e mais recentes), acho que o martelar das consciências é meio pedante, inútil e demagógico. Não tenho televisão em casa e no fundo, dou-me conta que vejo o mundo de outra maneira graças a isso. Ando assim que fartinha de me falarem das imagens que vêm do Haiti, o quanto deixou X ou Y sem fome durante alguns minutos, até deitou umas lagrimazinhas, depois voltou ao seu jantar e a falar mal dos outros, porque sim, em cinco panegíricos minutos de expoente da consciência salvou o mundo. E depois de salvar o mundo à sua maneira, pode voltar à sua vidinha, aos seus rituais que nada têm de solidário. Foi a mesma merdinha com o 11 de Setembro. Chocou tanto todo o mundo mas o que as pessoas esquecem é porque apareceu na televisão um milhão de vezes e o cérebro foi rapidamente lavado de tanta imagem por segundo. Gostaria de ver se houvesse um canal com uma câmara virada para uma situação de crise o ano inteiro, se alguém estaria lá ligado 24/7. Eu leio notícias, escolho o que leio (ou então vem a mim via Twitter) e sei o que se passa no mundo, mas não me deixo levar por sensacionalismos e moralismos baratos. Cada um faz o que quiser. Cada um ajuda como deve e pode. Se acho nojento o facto de uma pessoa não se importar com causa alguma - que seja o caso de uma criança doente que conheçamos pessoalmente ou grandes causas mais internacionais - acho tanto ou mais deselegante alguém dizer publicamente quanto deu e dar aquela do "esta semana não comi porque pensei nas crianças do Haiti e vou dar o meu dinheiro ao Haiti" e esperar palmadinhas nas costas. Porque são esses os primeiros que não ajudam o próximo mais próximo, que falam mal dos outros e que mudam de canal para ver um reality show brega da MTV. Desliguem a merda da TV e lutem pela vida, pelo amor de Deus, que estou assim que fartinha de vocês.

Barefoot in Barcelona because From Here, You Can't See Paris

Querida Sofia,
Um meu novo verniz/esmalte da OPI já cá canta.
Não sei por que razão estou mais encantada. Se com a cor que é sublime e subtil ou pelo nome que me apetece gritar vezes sem conta.
Barefoot in Barcelona,
Barefoot in Barcelona,
Barefoot in Barcelona!
Um clima perfeito para continuar neste domingo a leitura do livro do Michael Sanders, "From Here, You Can't See Paris*".

*



*a história de um homem que deixa o seu país para viver numa aldeia francesa
e trabalhar num famoso restaurante em Les Arques

Eu já...*

*
*
Querida Sofia,
Eu já fui a um (muitos) exame(s) sem estudar. E sem cábula, duh.
Eu já dei um beijo por baixo da Torre Eiffel.
Eu já abandonei uma aula de ginástica a meio por estar quase a desmaiar.
Eu já paguei um bilhete de avião para atravessar o mundo no mesmo dia. Aliás, isto aconteceu um par de vezes.
Eu já mudei de casa umas dez vezes na vida. E de cidade, idem.
Eu já cortei o cabelo por amor. Ou pensava eu que era amor e finalmente não era.
Eu já fiz fila numa repartição pública às 5 horas da manhã, no frio e sob chuva, por seis horas.
Eu já ouvi a mesma música sem parar umas cinquenta vezes no mesmo dia.
Eu já deixei de pagar a renda de casa por esquecimento, falta de dinheiro ou por ter gasto o dinheiro em coisas que não devia.
Eu já fui “assobiada” na rua por alguém famoso em França.
Eu já chamei o Cristiano Ronaldo de estúpido à frente dele. Há muitos anos atrás, when we were both young and stupid. Cof, cof, cof.
Eu já dormi no mesmo quarto com namorado e com os pais dele. Coisas que fazes em Nova Iorque e deixas ficar em Nova Iorque.
Eu já viajei de “mão” dada.
Eu já namorei com um sniper (atirador de elite). Daí – talvez – o nickname usado desde 2004.
Eu já beijei um primo afastado. Não, dois. Não, três. Não, quatro. Quatro.
Eu já fui pedida em casamento.
Eu já fui pedida para ser a mãe do filho de alguém. Três vezes.
Eu já dei o meu número de telefone dentro de uma nota de gorjeta.
Eu já fiquei um final de semana (ou vários) em casa para ficar a ver séries e/ou filmes.
Eu já chorei tanto num avião ao ponto de uma hospedeira vir falar comigo várias vezes realmente preocupada.
Eu já comi pão com banana e prometo que é bom e vou repetir a experiência.
Eu já vendi livros para ter dinheiro para comer.
Eu já fiz uma simpatia que aprendi na net, para afastar um namorado antigo da ex.
Eu já critiquei alguém por não ter o carro lavado e a pessoa deu-me uma mangueira para fazer o serviço por ela.
Eu já fiz tanta coisa e há tanto por não repetir e há tanto tanto tanto pela frente ainda por fazer.
*acho que tenho aqui matéria para vinte e tal cartas.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Being Separated is the new Being Together

*
*
Querida Sofia,
As minhas amigas estão na minha vida por muitos motivos, sobretudo positivos. Mas também tenho algumas que por vezes tiram-me do sério. Vamos chamar esta amiga de Marta.
Quando fui para Nova Iorque quase enquanto enfermeira de um novo cegueta (não há outro termo para o que aconteceu), passamos mais tempo numa clínica oftalmológica que propriamente dito frente a um PC. E quando não estavamos na clínica, passamos o tempo todo a bater perna e a gastar dinheiro em todos os restaurantes possíveis e imaginaveis da Cidade Que Não Dorme.
Bom, tinha a Marta, que tinha ficado em Paris. A Marta namora (como todo o mundo da minha clique, visto que estar separado é o novo estar juntos) com um menino à longa distância. No fundo, a Marta ficou triste com a minha ausência de Paris e enviava mails amargurados para NY, dizendo que "eu devia estar a levar uma vida muito boa para nem sequer responder aos mails dela". E isto não foi uma vez, nem duas, nem três. Não sei quanto a ti, mas estes ataques pseudo-invejosos de amigas põe-me mal disposta. E em vez de responder - finalmente - aos mails, deixo de responder porque não tenho de aturar os transtornos emocionais dos outros.
Acontece que agora, desde o Natal, ela recebeu o namorado. Está cá de férias um mês. Fico feliz por ela e quero que ela aproveite a presença dele ao máximo, pois sei o quanto isso é importante e simplesmente prazeroso. E eu como respeito essas coisas, nem tenho insistido para vê-la, nem por telefonemas nem por mails. E não estou minimamente chateada com isso. Sei que vou ter a presença dela de novo quando ela voltar a estar geograficamente solteira. Mas o que tem acontecido? Pelo menos duas ou três vezes por semana, tenho direito a uma mensagem ou um telefonema dela
"Elite, estou tão mal, tão doente, não posso sair de casa"
"Elite, hoje não dormi nada, senão iria ver-te"
"Elite, estou cheia de saudades tuas mas estou mesmo sem tempo".
Pergunta: porquê porquê porquê faz ela isso? será que ela pensa que sou como ela, que estou a odiá-la neste momento, que me sinto sozinha, ressabiada e totalmente amarga quanto à minha solteirice (que seja ou não geográfica)?
Pelo amor de Deus. Disse-lhe para "peidar um bocado" e deixar-se de truques. Para aproveitar o namorado e vêmo-nos em Fevereiro. E espero não ter de aturar - de novo - ataques de amargura quando for a minha vez de não estar mais separada de quem amo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Serei a única no mundo... #2 - Vicky Cristina Barcelona

*
*
Querida Sofia,
Serei a única no mundo a não ter visto o filme Vicky Cristina Barcelona?
E é vergonhoso, porque adoro os filmes do Woody Allen, adoro Barcelona, gosto da Penelope, gosto do Javier, gosto da Scarlett... enfim.
Devo ser mesmo a única. Já agora, vale realmente a pena ver?

My mom is on (Brazilian) TV

Foto TV Globo
*
*
Querida Sofia,
A minha mãe sempre me pediu para não falar sobre ela na internet. Respeito-a totalmente e nada do que digo sobre ela aqui - e que é tão raro - pode comprometer a sua vida e/ou a sua intimidade. Mas hoje vou poder falar sobre ela e até colocar uma foto sem ter de lhe pedir autorização para tal. Aqui temos a Lilia Cabral, atriz brasileira*. Aparte os olhos azuis (a minha mater tem-nos castanhos) a minha mãe é exactamente como ela. Sem tirar nem pôr. O cabelo curto, a cor da pele, a roupa, o ar altivo, e esse olhar... o olhar 43, aquele que te mata porque (sabes que) estás a fazer algo de errado.
A minha irmã já tinha falado sobre o assunto AQUI (en français).
*e outra coisa, tenho para mim que esta senhora é a Meryl Streep brasileira.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Paris today was exactly like Paris 100 years ago.

Oitenta e três certezinhas

Querida Sofia,
A próxima vez que os meus irmãos mais velhos reunirem-se todos na net - como ontem - para anunciar "uma grande novidade que vai afectar toda a família" e não for um sexto sobrinho para mim, juro que atiro o laptop pela janela.

Paree, je t'aime, moi non plus #4 - Sete perguntas dirigidas à Kitty Fane

*
Querida Sofia,
Há muitos meses atrás vi no blog da Kitty Fane as suas fotos de uma viagem a Paris. Eram fotos divertidas, sorridentes, bem humoradas, frias e Parisienses. Dei-me conta, nesse momento, que se pudesse apenas vir a Paris por um final de semana teria a mesma felicidade. Tentando aproveitar cada instante. E por ela gostar de Paris, convidei a Kitty Fane a partilhar comigo e connosco a sua visão de Paris para mais um "Paree, je t'aime moi, moi non plus".
*
Kitty Fane
Professora
Lisboa
*

♥ PARIS, JE TE VOIS...
(HÁ ALGUM FILME QUE TE FAÇA SONHAR COM/PENSAR NA CIDADE LUZ ?)
O “Casablanca” com aquela célebre e intemporal frase “We'll Always Have Paris”.
O “Paris” do Cédric Kaplish.
E todos aqueles da Audrey Hepburn – o “Funny Face”, o “Sabrina” e o "Paris When It Sizzles".
*
♥ PARIS, JE TE CHANTE…
(HA ALGUMA MUSICA QUE TE FACA LEMBRAR A CIDADE?)
O “La vie en rose” lembra-me as ruas de Paris e os seus músicos que a tocam por toda a cidade.
*

XX
*
♥ PARIS, JE T’ÉPARGNE…
(TENS ALGUM TRUQUE PARA POUPAR DINHEIRO ENQUANTO ESTÁS EM PASSEIO NA CIDADE?)
Não sair do hotel. É o único truque para poupar dinheiro em Paris. Mas não aconselho.
*
♥ PARIS, JE T'ACHETE…
(ALGO QUE COMPRASTE, UMA LOJA QUE TE MARCOU?)
A minha boininha roxa que comprei numa daquelas lojas de souvenirs ao lado da Notre-Dame.
*
♥ PARIS, JE TE VIS…
(MONUMENTO, RUA, LUGAR PREFERIDO EM PARIS ?)
Montmartre ou a noite num daqueles banquinhos à beira do Sena a ver os Bateaux Mouches passarem cheios de vida e de luz.
*
♥ PARIS, TU ME MANQUES…
(GOSTARIAS DE VOLTAR A PARIS UM DIA? SOZINHA? ACOMPANHADA?)
Paris é daquelas cidades às quais se deve sempre voltar. Seja para viver uma grande paixão, seja para ir às compras, seja para curar um desgosto de amor num daqueles bares mundanos, ou seja para tomar o pequeno-almoço. Sozinha (há tanta coisa para fazer em Paris que não há solidão que resista) ou acompanhada.
*
♥ PARIS, JE T’AIME…
(GOSTAS DE PARIS ? É PARA TI, A CIDADE DO AMOR ?)
Com a companhia certa qualquer cidade se transforma na cidade do amor. Seja Paris no seu esplendor ou seja Bagdad em guerra.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

High expectations about the movie Invictus

*
*
Querida Sofia,
Não posso resistir, não posso controlar, mas estou com as expectativas mais que altas quanto ao filme Invictus que vou ver amanhã no cinema com os meus (ciné)amigos preferidos.
Normalmente quando uma pessoa muito espera de um filme, acaba por dar-se muito mal. Mas que posso eu fazer...

Não fosse a South* o país mais lindo do mundo para mim (sorry Brasiu)
*
Não fosse a equipa Sul-Africana de Rugby a melhor do mundo
*
Não fosse Cape Town a cidade que conheço que acho mais (naturalmente) linda, realmente feita pelas mãos de Deus (porque Paris é linda, mas foi feita pelos homens)
*
Não fosse o Nelson Mandela mais que um role-model africano e mundial, um verdadeiro exemplo, e todas aquelas coisas boas que (quase) todo o mundo do bem pensa
*
Não fosse o Clint Eastwood um dos meus realizadores americanos preferidos
(senão prefiro os espanhóis Amenabar ou Almodovar)
*
Não fosse o Morgan Freeman, desde o filme Driving Miss Daisy e tantos outros, um dos meus actores preferidos.
*
*
XX
*nome "carinhoso" que os intímos dão à Africa do Sul

Never trust appearances...

*
*
Querida Sofia,
Depois de duas semanas de calor - sim, o termómetro apontou 5°C um par de vezes - nas quais eu quase andei de sandálias sem collants na rua para festejar o acontecimento, voltou o frio, como nós gostamos tanto e como já tinhamos saudades.
Não te deixes levar pelas aparências e pelo solzinho bom. O dia está bonito, mas estão -3°C. E dentro de alguns dias, volta a neve. Para não ficarmos mal habituados, pois é assim até o final do próximo mês.

Galette Story ou por que razão a minha amiga tinha o Rei na Barriga


Querida Sofia,
Os Portugueses têm o Bolo-Rei, os Italianos têm o Panettone e os Franceses têm a Galette, um bolo feito com massa folhada, massa de amêndoas, açúcar e ovos. Calórico? 'quê isso...!
Normalmente come-se la Galette no dia 6 de Janeiro mas posso contar-te que as minhas amigas compram umas dez no Natal e vão comendo até não haver mais, lá entre Março e Maio. Ainda não tinha comido Galette este ano. Durante o lil baby shower de ontem, comemos uma.
Em França, a quem calha a fava (normalmente é um brinquedinho) tem de escolher um rei ou uma rainha - a única regra é que seja do sexo oposto ao nosso. Calhou-me a mim! a fava era minha! Un petit chevalier. E claro, o único membro do sexo oposto na sala era o filho da minha amiga. Ainda que sem nome e sem ter mostrado a cara, mereceu ele receber a coroa. E por isso a minha amiga tinha, no bom sentido do termo, o Rei na Barriga.



 

blogger templates