segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vivemos no mundo no qual o resto do mundo pouco nos importa.



Querida Sofia,
Vivemos no mundo do rápido mais rápido. Comida rápida, estudos rápidos, amizades rápidas, socializações rápidas, sexo rápido. Vivemos no mundo onde as crianças de 13 anos querem ter 25. Onde as mulheres de 40 anos querem ter 25. Onde os homens de 40 anos querem mulheres de 25. Vivemos no mundo no qual o amor é uma mensagem-texto de três letras como "ILY". Vivemos no mundo no qual os pais têm medo dos filhos e os filhos é que controlam a casa. Vivemos no mundo no qual o amor é quase sempre à distância, em que o amor é mais show-off que live-in, em que o amor é para os outros menos para nos. Vivemos no mundo no qual os filhos são amados com notas de cem euros e continuam insatisfeitos por mais. Vivemos no mundo no qual escrevemos no Twitter que vamos mal da barriga, queremos o apoio de todos, mas somos incapazes de confessar tal coisa à roommate. Vivemos no mundo no qual os alunos mandam os estudos para o lixo porque vêm os irmãos mais velhos sem futuro. Vivemos no mundo no qual temos tanta liberdade para dizer tanta coisa que sentimo-nos presos à nossa mais que triste realidade. Vivemos no mundo no qual os gays não podem casar mas no qual já são alvo dos maiores dos marketing targets. Vivemos no mundo no qual economizamos para o nosso casamento mas não sabemos dizer não a mais um par de sapatos. Vivemos no mundo no qual não comemos durante dias para nos sentirmos mais vivos. Vivemos no mundo no qual não comemos durante dias e sentimo-nos falecer. Vivemos no mundo que precisamos de impulsos para tudo e toda a hora. Vivemos no mundo no qual vivemos deprimidos. Vivemos no mundo no qual vivemos deprimidos na esperança de já não estarmos deprimidos. Vivemos no mundo no qual quando um pedido de socorro é enviado do outro lado do mundo, apanha-se um avião em horas. Vivemos no mundo no qual estamos colados ao iPhone porque a conversa dos amigos é entediante. Vivemos no mundo no qual falamos três linguas diferentes com o namorado. Vivemos no mundo no qual as meninas de caracois desfrizam o cabelo e os meninos de cabelo liso querem ter cabelo crespo. Vivemos no mundo no qual o nosso peso nunca nos satisfaz e exteriorizamos os problemas odiando o resto do mundo. Vivemos no mundo no qual fazer sexo com um desconhecido é facil mas deixamos as pessoas que mais contam na nossa vida à espera de noticias nossas por tempo indeterminado. Vivemos no mundo no qual o Facebook mudou a maneira de nos associarmos ao mundo. Vivemos no mundo no qual as fotos que colocamos no blog têm de estar perfeitas. Vivemos no mundo no qual ligamos para pedir uma pizza e acabamos a noite com o menino das entregas. Vivemos no mundo no qual sem a internet não vivemos. Vivemos no mundo no qual sem a internet não há mundo. Vivemos no mundo no qual o resto do mundo não importa. Vivemos no mundo no qual mandamos à merda o mundo. Vivemos no mundo. Vivemos neste mundo. Agora, Sofia, é viver e aguentar. Porque este é o mundo no qual vivemos.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

"Tell me when your hear my silence because I fall when you leave"

Querida Sofia,
Esta é uma das duas unícas músicas na banda sonora de NEW MOON que valha a pena. Vai-me direitinha à alma pois é a música na qual vemos o tempo passar pela Bella sem o Edward.




Possibility by Lykke Li.

There’s a possibility
There’s a possibility
All that I had was all I gon’ get ..
MMMMMMMMMMMMMMMMMM..

There’s a possibility
There’s a possibility
All I gon' get is gone with your step
All I gon' get is gone with your step

So tell me when you hear my heart stop,
You’re the only who knows

Tell me when you hear my silence
There’s a possibility I wouldn’t know
..MMMMMMMMMMMMMMMMMM..
..MMMMMMMMMMMMMMMMMM..

Know that when you leave
Know that when you leave
By blood and by mean
You walk like a thief
By blood and by mean
I fall when you leave
So tell me when you hear my heart stop,
You’re the only who knows
Tell me when you hear my silence
There’s a possibility I wouldn’t know
Tell me when my sigh is over
You’re the reason why I’m close
Tell me when you hear me falling
There's a possibility It wouldn’t show

..MMMMMMMMMMMMMMMMM..
..MMMMMMMMMMMMMMMMM..

By blood and by mean I fall when you leave
By blood and by mean I follow your lead

..MMMMMMMMMMMMMMMMM..
..MMMMMMMMMMMMMMMMM..
..MMMMMMMMMMMMMMMMM..
..MMMMMMMMMMMMMMMMM..

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Even though we're miles apart...


I lie awake
I've gone to ground
I'm watching porn
In my hotel dressing gown
Now I dream of you
But I still believe
There's only enough for one in this
Lonely hotel suite

The journey's long
And it feels so bad
I'm thinking back to the last day we had.
Old moon fades into the new
Soon I know I'll be back with you
I'm nearly with you
I'm nearly with you

When I'm weak I draw strength from you
And when you're lost I know how to change your mood
And when I'm down you breathe life over me
Even though we're miles apart we are each other's destiny

On a clear day
I'll fly home to you
I'm bending time getting back to you
Old moon fades into the new
Soon I know I'll be back with you
I'm nearly with you
I'm nearly with you

When I'm weak I draw strength from you
And when you're lost I know how to change your mood
And when I'm down you breathe life over me
Even though we're miles apart we are each other's destiny

When I'm weak I draw strength from you
And when you're lost I know how to change your mood
And when I'm down you breathe life over me
Even though we're miles apart we are each other's destiny

I'll fly, I'll fly home
I'll fly home and I'll fly home


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Let's not just end this and change the subject


Querida Sofia,
O dia de hoje repetiu-se ao de ontem. E ao de tanto outros dias. Apenas, inéditamente, ponctuado pelo silêncio. Durante o dia. Mais barulho durante a noite. Mas não era o barulho esperado.
Cá dentro. Casa. Estudo. Calor. Incertezas.
Lá fora. Frio. Chuva. Folhas mortas. Outono. Com certeza.
Estou à espera de noticias de Deus. Estava à espera. Agora vou fazê-las. Agir. E saber.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

I knew it before it even happened

Querida Sofia
A noite de sábado a domingo foi uma das mais estranhas que alguma vez vivi na vida. Por vezes tenho medo de ter estes pressentimentos tão fortes e constatar durante a manhã que o que eu pressentia era apenas a pura (e dura?) realidade.
Não só não dormi como fiquei à espera de notícias de Deus como eu gosto de chamar estes momentos. E tive o que eu esperava. Mas nem sempre o que esperamos é o melhor para nós e nem sempre é pelo facto de nos prepararmos para algo que estamos realmente prontos.
Olhei pela janela e vi milhares de folhas secas no chão. E vi a chuva a cair. Fiquei a pensar no quão é engraçado ver folhas secas finalmente molhadas mas sem por isso se tornarem verdes.
E abri uma pasta que me tinha sido enviada há muitos meses (apetece-me dizer ANOS) e que nunca tinha aberto. Duas músicas da cantora britanica Adele, que eu não conhecia. Uma das músicas era Hometown Glory. E acho que ouvi esta música a noite toda. Dando-me a vontade de acreditar que pouco importa a notícia, pouco importa a maneira como vivemos as coisas, nada parece ser demais com a música apropriada.
Música que aqui partilho contigo...



Frequência de posts no CAFS ?

 

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