quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A minha vida nao deu direito a um baby blog...

Querida Sofia,
Olho para os baby blogs que há hoje. Leio e vejo o que muitas mães (e alguns pais) escrevem sobre os seus bébés. E faz-me pensar. Pois é toda uma escrita a transbordar amor. Momentos ditos "unicos" que "não se podem descrever" mas conseguem prolongar-se durante muitas linhas e inumeros posts. Momentos descrevendo um sentimento "que não se pode partilhar", mas que se partilha todos os dias virtualmente. Episodios que ninguém mais pode entender, mas os/as que comentam por lá bem que tentam.
O que eu sei é que ninguém escreveu um baby blog sobre a baby Elite. Se a existência de um album de fotos minhas enquanto bébé e criança existe por ai algures - e com dificuldade - tenho a certeza que nem blog, nem diário, nem fotonovela nem nada foi escrito para e sobre mim.
Mas não digo isto com aquela voz de quem me dera.
Claro, é importante mantermos recordações de pequenos, mas parece que dos meus lados, nunca houve muito tempo para sentimentalismos. No fundo, quando quero saber algo sobre mim quando era bébé, pergunto a quem me pegou no colo ("metade" de Angola, pelos vistos, teve-me um dia ao colo então não deve ser muito dificil) ou pergunto à mulher que foi a minha primeira casa. E não passa disso. Não há livrinho algum ou memorandum que me diga se quinze dias depois de eu ter nascido, eu era chatinha ou dormia muito bem, sim senhora ou tinha o pé com X centimetros.
Sei que há anos atrás, quando lia uma mãe a falar tão abertamente e publicamente, com tanto carinho, amor e sofrimento por tanto amar o seu filho, rapidamente pensei que por eu não ter tido nada escrito sobre mim da mesma maneira, que na volta, nunca tinha sido realmente amada.
O que não é verdade. Todas as pessoas têm formas diferentes de amar os seus. Umas mais reservadas que outras. E sei que o amor existe destes lado. Apenas está reservado. E o que ninguém pode entender, ninguém tem que entender. Porque é so entre eu e ela. E pelos vistos, para mais ninguém.
A minha vida não deu direito a um baby blog. E ainda bem. E no fundo, agradeço por ter (tido ess)a escolha. A verdade é que se hoje alguém no mundo lê e sabe sobre a minha vida, vê as minhas fotos e sabe das minhas saidas, frustrações e conquistas, foi e é e será por decisão minha.

Adenda na caixa de comentários.

59 Resposta(s) a esta Carta:

Monikyta disse...

ui...q tu ainda arranjas "sarna
para te coçares"

No outro dia apercebi.me que leio imensos baby-blogs. Acho piada o acompanhamento dos babies, o cresciemento das pessoas como mães e o desenvolvimento como mulheres dps disso.

Gt mt de saber como era antes de me lembrar cm fui...preciso disso para perceber cm sou.

Talvez antigamente n houvesse baby-blogs, mas havia mt almoço de domingo e mta conversa de quintal p trocar experiencias entre kotas mm q os kandengues ficassem mal-vistos :P


bj meu

Filipa disse...

O meu blog começou por ser um baby blog, mas após o rápido desenvolvimento do bébé e a entrada na rotina, passou a ser também o meu blog.
Hoje em dia é mais meu, onde falo também sobre o meu filho, sobre a minha vida em geral, sobre aquilo que me apetece. Não o escrevo para o meu filho e de facto não sei se um dia mais tarde ele vai gostar de ter sido falado, comentado e exposto na internet!
Deixaste-me a pensar...

Charlie, The Sinner disse...

Ah, a minha vida só não deu direito a um baby blog... Porque na altura a Internet não estava ao acesso do povo! Porque os álbuns e gravações VHS existem, e não são poucos! É a maneira que as pessoas têm de mostrar as coisas. Eu sou muito nostálgica e dou graças a Deus por terem guardado tudinho sobre a minha pessoa!

Quando tiver bebés, vou querer dizer a toda a gente que sou a mamã mais babada de todas ^^

Beijinho

Renata disse...

Elite, querida,

Acho que nenhuma das mães ou pais que escrevem "babyblogs" - e acho até que o meu poderia se encaixar nessa categoria - tiveram uma vida que desse direito a um deles. Por inúmeros motivos.

Na verdade, acho que os pais e mães que procuram este universo virtual para falar de suas aventuras, conquistas e dificuldades como responsáveis por outro alguém no mundo o fazem na tentativa de organizar os seus próprios sentimentos, as suas próprias emoções. Assim como quem passou por qualquer outra fase que tornou a vida tão diferente, como um processo de emagrecimento, a perda de alguém, a construção de um novo projeto, a intenção é dividir. Dividir até mesmo aqueles sentimentos que, como você mesma diz, são indescritíveis e tão pessoais. Dividir porque é assim que se aprende, é assim que se cresce, é assim que se faz amigos...

Acho que os filhos desta categoria de pais - na qual eu me incluo - talvez nem cheguem a ler o que foi escrito. Talvez nem seja esta a intenção dos pais. E não acho que sejam mais ou menos amados por isso. É apenas uma forma diferente de dizer que aquele foi e é um passo importante em nossas vidas. E passos importantes, sejam eles quais forem, merecem ser ouvidos e compartilhados. Alguém, em algum lugar, em algum momento, poderá aprender algo com isso.

Um beijo.

Renata.

Eneida disse...

Concordo que cada um tenha seus motivos para agir de determinada forma em relação ao que se tem em mente.
Algumas pessoas são mais abertas, mais desprendidas que outras, para falar das coisas que lhe são íntimas, e você é muito inteligente, e sabe falar sem se expor. Isso não é qualquer um que consegue. Você fala, recebe os comentários, e processa conforme sua necessidade. Isso é de uma inteligência e perspicácia rara, eu diria.
Não podemos julgar ninguém, não é mesmo? Uma vez ouvi uma frase sábia: "cada um com seu cada um"!
A cada post vejo como você é inteligente!
Seja feliz, independente de qualquer coisa.
Beijo carinhoso.

Nelson A. Soares disse...

Texto bonito.

Eu acabo por concordar. Os filhos não têm nem devem nem nunca serão uma extensão de um outro ser anterior. O amor incondicional não é o anular de uma das partes de uma relação. É a convivência e coexistência feliz, que respeita a liberdade e a igualdade de cada um.


É o mesmo que pôr brincos nos filhos, ou até obriga-los a confessar um credo quando eles não têm discernimento suficiente sequer para avaliar o que estão a fazer ou o que lhes é feito...

E eu continuaria, nestas divagações sociológicas entediantes... Mas vou-me conter... xD

Stay Well

Nelson A. Soares disse...

p.s.: mais uma foto gira... =)

AnaLua disse...

Querida Elite

Estive aqui a ponderar o que disseste neste post e cheguei apenas a uma conclusão.
Pois bem, aparentemente a tua infância não está tão bem documentada como estas de hoje em dia; no entanto, tenho a dizer que não acho q seja uma forma de "condicionar" o amor. Ora vejamos, eu também não tive direito a muitos desses pequenos pormenorzinhos danados. Mas o facto de saber exactamente o que quero sobre os meus "baby days", quando quero, das pessoas que experienciaram isso faz-me sentir ainda mais especial e mais amada. Porque não foi e não é preciso nenhum auxiliar de memória para lembrarem do que um dia eu fui. E isso já me diz tudo. Está na memória, está onde deveria estar. E amar é isto.
Um beijinho

AnaLua

Fogo disse...

uma pergunta irrelevante e despropositada...

és tu a menina fantásticamente bonita da foto?



***
http://fogodeletras.blogspot.com/

JAMINE BRUNO disse...

e verdade...que tempos modernos...baby blog ;0)

eu ja tinha um blog quando fiquei gravida e falei um pouco sobre a gravidez. de vez em quando, falo do meu filho, mas so. nao tenho um blog so dedicado a isso. nao sei...talvez se falasse disto o tempo todo, iria ler depois e me sentir culpada por ter feito ' algo que nao deveria ' *R*R*R este tipo de neurose...

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Bom dia a todos e todas,
Fico feliz de ver que não foram directos a frases do tipo "então quer dizer que não gostas de baby blogs"? A questão neste post não é de saber se gosto desses blogs ou não. Alias, leio varios (=muitos) aqui na blogosfera.
A verdade (=conclusão) deste post é apenas que se eu tivesse nascido hoje, não teria alguém a escrever um blog sobre mim e sobre a minha evolução enquanto bébé. Porque as pessoas são diferentes e na minha familia, não acho que alguém va escrever sobre amor tão publicamente.

Senão, sobre os baby blogs existentes, é como tudo na vida e tudo o que eu escrevo por aqui: CADA UM FAZ O QUE QUISER DA SUA VIDA. Os que seguem é porque gostam. Se passam a não seguir, é porque não gostam.

E às meninas que têm baby blogs, já devem ter lido por ai algures um comentário meu a dizer "por mim, ninguém teria escrito isto".

E como não vou dizer isso a cada comentario que vos deixo, deixo aqui num post.

Porque é a verdade. Por mim, ninguém teria escrito muito de que muitas mães escrevem. Por isso a minha vida não teve direito a um baby blog. Mas hoje tem direito a este life blog que aqui vêm, que são escritos meus por mim, para mim, para Sofia, para quem quiser ler.

Beijos a todos, que são 7:36AM e tenho de ir trabalhar :)

A Elite ♥

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Monikyta : do que me fizeste lembrar! é muito verdade, quando era pequena, ia aos almoços de sabado (que acabavam na madrugada de domingo) e vivi momentos de grande vergonha quando a minha mae dizia algo menos positivo sobre mim, e depois eram aqueles tios todos "filha, vem ca... achas bem que..." oooooopppppssssss!

Não entendi o "sarna para te coçar". Sera que é "se a tua mae ler isto vai ficar lixada contigo" (o que pode ser verdade, digo-te ja :p) ou "as meninas que escrevem baby blogs vão ficar lixadas contigo" ?

Porque eu leio muitos baby blogs, alguns até leio comuns aos que tu lês. E ninguém me obriga a la ir, vou mesmo por gostar. Mas a minha vontade por vezes é de dizer "mas por mim ninguém fez isso... mas por mim ninguém escreveu isso"... e no fundo de nada serve porque "descobri " (grande coisa!) que nem todas as mães são iguais. E como disse, ainda bem.

Olha, faz-me lembrar, é como quando dizemos (ou nao), "ainda bem que aquele estupido deixou-me, de qualquer maneira nao era com ele que tinha de fazer a minha vida".

No fundo, conformamo-nos. Eu conformei-me.

Epa, que descarrego :) vou trabalhar, beijo meu ♥ para ti.

A Elite

Gata das Trevas disse...

Miuda, o tempo em que viveste a tua infancia, em nada s e pode comparar à infancia destes putos de agora. Antigamente eramnos muito mais felizs do que os nossos filhos são agora. E cada vez será mais assim. Os meus pais tiveram muito mais tempo para mimque eu alguma vez vou ter para os meus filhos. Tive a minha mãe em casa para tomar conta de mim antes e depois da escola. Tive comida caseira todos os dias, tive os meus pais para me ajudarem nos trabalhos de casa. Hoje em dia outras pessoas tomam oonta dos meus filhos enquanto eu trabalho e tento ser super mãe, super esposa e super profissional.

Cindy disse...

Pois... não sei o que o Afonso vai achar de eu um dia ter escrito sobre ele, mas a intenção é que fique algo registado, para daqui a uns tempos eu reler algumas coisas (como já faço) e auto-criticar-me!

Um beijo bom.

Goblin disse...

nada a dizer, texto lindo!
realmente.. eu é igual.. ninguém me fez um baby blogue... a minha mãe tinha mais que fazer do que pensar fazer albuns ou o que quer que seja.. mas pronto, coisas do passado, tive na minha avózinha que foi a minha mãe com M grande e o meu papa também sempre foi um pai com P grande!e a minha mana que sempre esteve lá!
tenho dois filhos, não faço baby blogues deles, mas tenho um historial de fotos e apontamentos que me pertencem, de tempos em tempos faço alguns posts com eles incluidos.

beijos doces

ps. muito bonita a foto!

Andreia do Flautim disse...

Eu também não! Mas tenho algumas fotos!

Lily disse...

Cada família tem as suas particularidades, com mais ou menos tempo, mais ou menos reservada, etc, e ter ou não um baby blog sobre (e para?) o pimpolho não terá relação com o gostar mais ou menos... Nunca tive um baby blog e os documentários da minha infância estão apenas retratados em alguns retratos (fotos, mas nem tantas assim). Sei que isso não implicou que os meus pais gostassem e gostem menos de mim... E hoje, se eu tivesse o meu baby, provavelmente também não iria criar um baby blog... e por isso não iria ama-lo menos...
Quem se sente mais feliz em partilhar publicamente, acho muito bem que o faça, quem se sente mais feliz em não o fazer, então que não o faça...quem quer ler, que leia, quem não quer, que não leia... o importante é amarmos e fazermos sentir que é amado, que estamos sempre cá, para o que der e vier...

Lily disse...

Ah, esqueci-me... a fotografia está muito linda!
Beijinho

GATA disse...

MA CHÉRE:

Deve ser do sono mas não percebi...

Eu tenho fotos minhas desde que nasci, pois o meu pai era um entusiasta da fotografia.

Agora para mim BABY BLOGS são blogs de bébes, feitos pelas mães e/ou pelos pais dos respectivos rebentos.

Ora, como eu não sou dada a bébes, nunca visito esses blogs. Mas cada um faz o blog que quer, e quem não gostar não visita nem comenta.

DES BISES!

Je Vois la Vie en Vert disse...

Não tiveste direito a um baby blog mas talvez os teus filhos terão direito a isso. Nunca se sabe...
No tempo dos teus pais, que é o meu tempo..., não havia este hábito de escrever sobre os filhos, de fazer tantas fotografias, de guardar tantas lembranças talvez porque não se falava disto ou porque não se proporcionava. Eu também não o fiz pelos meus filhos, talvez por não me ter lembrado ou por falta de tempo. Tenho algumas fotografias, sim, mas a minha memória às vezes falha e neste momento sinto pena por não o ter feito mas, minha querida, não poso voltar atrás no tempo mas posso dar o conselho aos meus filhos e fazê-lo quando ou SE eu tiver netos.
Que isto me sirva de lição !

Beijocas verdinhas para a minha querida Elite !

Mary disse...

Eu tenho um babyblog... não é apenas do meu bebe é tb meu... até pq quando comecei não o tinha... o que quero dizer é que te entendo... são decisões tuas, e é a tua maneira de estar nos mundoblog. Eu decidi escrever "bem alto" o quanto amo o meu baby, quais os momentos altos e baixos que passo com ele... são decisões.
BJs

Luna disse...

Linda eu acho que a razão por não teres tido um baby blog (ou algo identico do nosso tempo) não é razão para desconfiares que foste menos amada, ou menos querida do que os bebés que lês hoje.
E, neste campo, eu estou como tu, sem saber todos os pormenores da minha baby life, mas não é por isso que acredito que seja menos amada ou menos querida pela familia que tenho. As pessoas são como são, algumas são capazes de mostrar que nos amam diariamente, outras mensalmente e outras nunca... é uma questão de feitio, de maneira de ser.

Eu, se nascesse hoje, acredito que tb n teria um baby blog feito pelos meus pais ou por quem me viu crescer.
Mas, aqui entre nós, filhos que venha a ter também muito dificilmente o terão. E, n é por isso que os vou amar menos, acho que há um limite nesta coisa de os "expor"... qdo tiverem idade logo decidirão, se querem ter blog ou não!

1000 beijinhos e adorei o teu post... aliás como sempre :)

Miss Kitty disse...

Só acho que os pais n devem revelar a identidade nem fotos da criança. De resto, não vejo mal nenhum..

BJS*

karoxinha disse...

sabes quando comecei o meu blog, nunca foi para falar das bombons.. foi sempre como uma especie de diário... comecei numa altura menos boa da minha vida... e comecei num outro servidor... muitas vezes falo delas... afinal elas fazem parte de mim... tenho imensos cd's com fotos delas, e albuns onde cada foto tem uma nota... porque quero q elas saibam como foram e como cresceram... talvez pq como eu gosto de saber tudo, quem sabe elas um dia também quererao... é obvio que ha pessoas mais reservadas que outras... que são mais extrivertidas, que teem o coração na boca como diz a minha mãe...

são feitios... somos humanos, logo somos todos diferentes... e ao mesmo tempo existem tantas formas de amar, não é...

bjinhos karinhosos
karoxinha

Huraiva disse...

Eu também não tive direito a um, e hoje em dia também não teria. Sei que fui e sou amada, mas, na minha infância não tive direito a muitas manifestações de amor e carinho. Sei que se precisar de ajuda posso contar com eles. A minha família é assim..

bjs .

Juh disse...

querida Elite:

As novas tecnologias permitem aos pais documentarem o crescimento dos filhos virtualmente atraves de blogs o que antigamente nao acontecia porque a internet nao era acessada a todas as pessoas e so a bem poucos anos muitas e muitas pessoas tiveram acesso a elas.
as nossas infancias nao estao gravadas na internet em blogs de bebes e etc mas estao nos albuns de fotografias que os nossos pais fizeram nossos, das pequenas recordaçõs que guardaram do nosso crescimento, dos videos feitos com as nossas brincadeiras, os nossos passeios etc.
Pois é os tempos evoluem e os pais agora decidem faxer blogs sobre os seus filhos e porque nao???é uma forma de recordar os primeiros anos das vidas dos seus bebes!!!

beijinhos

Juh

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Acabei de voltar da minha pausa de almoço e falei sobre o tema com uma colega de trabalho. Ela disse não ter conhecimento de baby blogs mas confessou que quando foi a casa de amigos dos pais, e viu que esses amigos tinham muitos albums dos filhos, com recortes de jornal, pedacinhos de cabelo, pedacinhos de tecido, coisinhas assim, e pelo facto dos pais dela nunca terem feito o mesmo para ela, ela questionou o amor deles.

Acho que essa interpretação dela é o melhor para interpretar o que eu escrevi aqui.

A Elite

Salto-Alto disse...

A minha vida também não deu um baby blog! E ainda bem!

E concordo com o que dizes. Não significa que fomos menos amadas.

Beijoca!

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Salto-Alto: pena que eu não soube disso há três anos atrás! Mas pronto, lição aprendida :))))))

Filipe Rodrigues disse...

Olá Elite!

De volta por uns momentos, digo-te:

Pois é, os baby blogs não são mais do que imagens em nada generalistas, no ao Amor toca. Diria mais ainda... Postar toda uma colecção de momentos de maternalismos e paternalismos, transmite uma insegurança que procura aprovações de estranhos... que procura incondicionar um sentimento.
(Não generalizando)

Beijinho

Rita disse...

Pois é baby blogs não é para todos! Eu acho que no meu tempo nem havia internet, e cada um faz as suas escolhas, não tenho nada contra quem os faz, e também acho que são uma prova de amor, mas como tu dizes, e muito bem, há tantas maneiras de demontrastar o amor...

OuSaDiAs disse...

olá linda...
para ganhares o meu miminho tens de publicar no teu blog o desafio... e dp manda-me a tua morada para o meu email: rosariofangueiro@hotmail.com
jinhos
Rosarinho

Sandra Neves disse...

O facto da minha mãe não ter guardado uma roupinha, um sapatinho, um bocadinho de cabelo, qualquer coisa que tenha sido minha na infância não me faz pensar que não fui amada. Sei que o fui e que sou muito amada. Não foi a falta de amor mas sim o facto de ser muito práctica que fez com que não guardasse algo. Ela é e foi sempre uma pessoa de ajudar os mais desfavorecidos, por isso sempre que algo deixava de me servir....já tinha um dono a seguir. Fez bem!
Quanto à existência de babyblogs, bom, não sei se o meu é um babyblog ou um ladyblog. Não sei ao certo porque o escrevo mas sei que gosto de o escrever. Tal como tu tenho pessoas mesmo próximas que tb não compreendem o facto de contar coisas do meu filhote publicamente. Não sei porque o faço mas gosto de o fazer.
Beijinhos
Sandra

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Sandra Neves: não disse que não compreendo. Cada um escreve o que quiser. Se formos por ai, ha pessoas que não compreendem a existencia de blogs pessoais em geral. E estou-me a marimbar para isso, porque eu gosto do meu como cada um pode/deve/quer gostar do seu e do escreve.

Beijo meu ♥,

A Elite

Mnemósine disse...

Ó menina A Elite,
então com 10 irmãos e irmãs é natural que a familia não tenha tempo para reunir fotoalbuns, livros de histórias da pequena Elite e outras coisas do género.
Com toda a certeza foste (e és) amada ou não te terias tornado a pessoa que és. Serias antes uma pessoa amargurada e sempre de mal com a vida.
Gostava de acrescentar uma coisa (penso não estar a repetir alguém): os pais falam sempre muito dos seus filhos, não faz grande diferença ser num blog onde os leitores não sabem exactamente de quem se fala ou aos seus amigos e colegas de trabalho que anos depois ainda se vão lembrar!

_+*A Elite in Paris*+_ disse...

Mnémosine : Hahahahahaahahahaahaha!

Tens razão:
- 10 irmaos e irmas
e acrescento:
- falta de tempo
- falta de dinheiro
- falta de paciencia

:)))))

ZaniNE disse...

Amen! Além de também não gostar de ver a minha vida exposta involuntáriamente, sinceramente não tenho pachorra para ler esse tipo de post...

Ainda bem que a minha vida (também) não deu direito a um baby blog!

Beijoquinhas :P

Claudia disse...

Eu fiz um blog quando estava grávida do meu segundo filho e depois que ele nasceu, fiz outro, onde conto não só coisas dele e da irmã, mas falo de mim tb. Não dá pra saber se eles gostam disso, se bem que minha filha acha legal. Mas os tempos mudaram né, quando eu era criança, mal se tiravam fotos, geralmente só nos aniversários, hj vivemos a época da exposição. Beijos

Anna72 disse...

Lá em casa temos algumas fotos mas as histórias são transmitidas por quem as viveu e não por textos ou por objectos do passado. Acho que essa é a melhor forma de nos conhecermos.

Os tempos também são outros. A vida mudou e as mentalidades também. Quando eu era criança nem internet existia... estou mesmo a ficar cota!

Beijocas

sorrisos da minha alma disse...

Hoje quando vejo as lembranças que a minha mãe tem de mim em bebé acho delicioso.
Quanto a elas, Se elas vão gostar logo se vê, não é isso que interessa agora:D
Gosto tanto de te ler!
Bjs grandes

aka pink disse...

A foto está linda, e tu estás au point! Nem mais uma grama para emagrecer estás MUITO BEM! Parabéns!:)

evipensieri disse...

Oi Sofia.

Acho que alguns babyblogs são até bem bonitinhos mas não sei se faria um se tivesse um fiho.

Bjs.
Elvira

Bruna disse...

Olha Elite...
hoje não sei porque as pessoas resolveram postar em seus blogs sobre a infância que não tiveram, ou como vc que não teve um baby blog..

sei sim que vc não fala isso com melancolia, mas é claro que eu sei que d alguma forma vc sente falta disso!


eu graças a minha mãezinha, tenho mais de 5 álbuns infantis!!

e me sinto muito bm por isso!!!

vc me inspirou a escrever um post!!

:D

BlueLightSpecial disse...

Olá minha querida! Passei por aqui para pôr a (longa) leitura em dia, para perceber se estás bem e o teu estado de espírito.
Quanto a este assunto, sabes que já me movimentei pelo mundo dos babyblogs apesar de nunca ter tido um... e sinceramente, não me identifico muito. Acho que isso não faz de mim uma mãe que ama mais ou menos o seu filho. Já falei do meu filho num outro blog porque faz parte da minha vida, mas não tenho perfil para manter um blog só com recordações dele.
O amor que uma mãe sente por um filho, independentemente de ter vários ou só um, é sempre imenso, e não tem que necessariamente ficar "impresso em papel" (real ou virtual).
Tudo isto para dizer que mesmo sem babyblog ou grandes reportagens fotográficas foste e és muito amada, podes ter a certeza disso.
Beijo meu para ti!

Shakti disse...

Acho que o essencial é a pessoa gostar do seu blog , independentemente de ser sobre o que quer que seja...

O meu é uma mistura de filhos, escola , sentimentos, estados de espírito...sei lá ...

bj

P.S-Uma pergunta ...andas chateada com o meu canto?Nunca mais lá apareces-te...

hiltom disse...

Os tempos eram outros. Ainda não havia nenhum baby blog. Apenas máquinas fotográficas e de filmar.
Por isso, eu tirei milhares de fotos aos meus rebentos. Não só para imortalizar os dias especiais mas também as pequenas asneiras do dia a dia.Coisas às quais na altura achava graça e que pensava que um dia eles gostariam de ver. Quanto mais não fosse para estabelecerem uma comparação entre as feições de criança e as de agora. Olhando para as fotos dos primeiros anos do meu filho ninguém o reconhece hoje. Tinha os olhos rasgados e pequeninos que parecia filho de um chinês. Era tão patusco!
Hoje é um jovem com olhos europeus e não asiáticos.
Mas melhor que as descrições feitas nos blogs eram os filmes. Hoje , ao vê-los,ainda nos rimos com a "estrangeirada" daquele vocabulário ,com a maneira como ambos brincavam e como ele "arranjava" os brinquedos todos.
Portanto, em minha opinião, tudo quanto mecha e fale é que eles em adultos vão adorar rever.
boa semana

Missy disse...

Baby blog não tive, mas a minha mommy parece que tem uma memória de elefante, lembra-se de tudo o que eu disse, ou fiz.

Não importa como esse amor é demonstrado, desde que esteja lá...

Bjxnhx
Missy

Monikyta disse...

vendo bem as coisas, a ideia do baby blog como método de exposição do desenvolvimento do baby todos nós temos. Experimenta pegar num caderninho em dias de almoço de familia, juntar todas as fotos em cada casa de tio, tia, primo, prima, de sangue ou sem ser de sangue, encher a paciencia de mamae e papai com perguntas como "e cm é q eu era? e cm é q eu fazia? e conta!" e depois escreve tudo aqui e já tens o teu proprio baby blog! :P

n acho os baby blogs mt diferents do q vejo maes e pais a fazerem qd encontram alguem conhecido ou de familia, q falam dos seus filhos: uns com mais vontade de "ai q o meu filho é o mais lindo" e outros só no "é o meu filho e pronto".
E ainda há outra coisa q é comum a tantos pais: familias gds, no fundo só o primeiro é q é novidd! ;)

N sei se és como és pelos niveis (altos, baixos, medios) de amor q tiveste, mas de qqr forma sabes mt bem viver c isso! E isso, sem dúvida, é a maior das lições!

bj meu

PS: quer-me a mim parecer q andas a precisar de fazer um love-blog...

Pikiiii disse...

Eu ca' não acho muita piada a baby blog's, e os meus pais contam.me as coisas mais importantes do meu crescimento ;)

Tens desafio no meu blog ;)

Beijinhoooos*

Monikyta disse...

PS1: love blog, um blog só sobre (des)gostos amorosos. Lol. Andas a deixar cheirinhos (umas vezes bom, outras nem tanto...) no ar...e és como eu, boa em metáforas! :P

Menina disse...

O que importa são as memórias que existem, ter ou não ter fotos, vídeos, roupas..a meu ver não faz qualquer diferença..

Cada um sabe como foi amada =)

beijinho*

sonia disse...

Coucou!
Olha o meu/ nosso blog é uma mistura de tudo ihihihih eu jà tiro imensas fotos, mas não tenho sempre tempo nem pachorra para registar à mão nos albuns coisitas/ piadas dela. Por isso o blog. Acreditas que de vez em quando releio as cenas ou saidas endiabradas dela, e que fico contente por tê-las registado, pois nem me lembrava???!!

Quero sim que ela saiba que foi muito amada, mas se vivessemos nos tempos mais antigos, olha sabia na mesma pelas palàvras e pelo amor transmitido ao vivo e a cores.De outra maneira né?
Um grande beijinho

NaRiZiNHo disse...

:):):)
Qd me meti num blog, não conhecia o termo babyblog nem sequer imaginava tal coisa.
Sempre fui fiel ao meu NaRiZ e como tal,cada macaco no seu galho, como já sabes.
O meu mini tem o seu espaço e eu tneho o meu.
Há babyblogues que leio, confesso que aqueles que relatam as ementas e o numero de cocos, confesso que não tenho paciência :S, é o que dar ser gaja esquisita ;)
Qt ao Amor,cada ser humano ama à sua maneira, tu consegues transmitir amor nas tua escrita.
:-*

Palmitos e Cogumelos disse...

Sabe Jessica,
Eu tenho filhas e nunca escrevi nada sobre elas. Porque minha relação é na vida (não é online) e não interessa a mais niguém a não ser a elas e a mim (talvez ao pai ahahah).
Imagino que na sua família de 10, cuidar, amamentar, trocar fraldas, dar banho, alimentar, acalmar uma crise... Era a forma legítima de demonstrar os sentimentos incríveis que residem nas relações entre mães, pais e filhos...
Sim tenho certeza de que vc foi muito amada!
PS: haja tempo sobrando pra postar sobre desenvolvimento de bebes!

'C. disse...

adorei este post :) eu tambem nao tive direito a nenhum blog, mas foi porque realmente quando eu nasci ainda nao existiam - ou se existiam nem toda a gente sabia da sua existencia como se sabe agora. ora, posto isto, e tendo em conta q es uns anitos mais velha q eu, quando tu nasceste concerteza nao existiam :P claro q nao foi por nao seres amada. cada um tem msm a sua forma de amar. a forma de me amarem a mim foi gravarem cassetes de video, nos dias de hoje um bocado anacrónicas já :P

Bj

Vekiki disse...

Não gosto de baby blogs...

Precis Almana disse...

Concordo plenamente contigo.

Aqui há tempos dei com um blogue de uma mulher que perdeu o pai do filho quando este ainda estava na barriga dela (não sei dizer-te qual é o blogue), e sentiu necessidade de escrever para ir extravasando a dor, e para lhe dar a conhecer o pai que ele (já) não conheceu. Nesse caso, tendo-lhe feito bem, e tendo feito com que o luto dela fosse menos doloroso, compreendo. Mas são excepções!
Beijinhos

Framboesa disse...

eu por acaso n leio baby blogs...primeiro pq n é assunto q me interesse por aí além(ai q o instinto maternal nc mais desabrochaaaaaaa)...Depois, pq tal cm tu, tb n sei se conseguiria expor a vida de um filho meu ali, trás-pás...tudo escarrapachado...sem lhe pedir autorização...é mais ou menos cm furar as orelhas a uma bébé, prática q eu simplesmente abomino...Uma coisa é pincelar as nossas vidas c episodios dos nossos rebentos,,,outra coisa é sabermos as 24 horas de um bebe...qts vacinas levou, qtas vezes foi á casa de banho...ehonestamente tb n é bem a minha onda...quer dizer..secalhar um dia tb v cair nessa "moda"...mas n me parece...
bjokas
p.s. eu n tive dt.º a babyblog (ainda bem) mas tenho direito a relatos de tds as minhas peripecias q nc se perderam no tempo :-)

Mikas disse...

COncordo com o teu post. A minha vida também não deu direito a um baby blog, nem se fosse hoje daria. E ainda bem.


Beijo*
A-T

 

blogger templates